Em maio de 2003, 150 mulheres assinam uma carta pedindo a expulsão das trabalhadoras do sexo brasileiras de Bragança, Trás-dos-Montes. Teria sido mais um dos movimentos similares na região, se não tivesse estampado a capa da revista TIME. Poucos meses depois, 200 brasileiras são banidas da cidade. O espetáculo de teatro-documentário cruza os acontecimentos do fenômeno “Mães de Bragança” com as histórias reais da atriz Tati Pasquali, que sofre na vida pessoal as consequências desse movimento social-coletivo 20 anos mais tarde, de Camila Cequeira, atriz migrada para Portugal no ano do acontecimento e de Eliene Lima, personagem real que protagonizou o fenômeno. Vidas que convidam à reflexão sobre estereótipos, machismo, racismo, xenofobia e patriarcado. Quem ganha com as disputas entre mulheres? Em tempos de ascensão da extrema-direita em todo o mundo, voltamos às raízes dos sistemas de opressão para questionar as dicotomias entre mães e prostitutas, entre forasteiras e patriotas, entre o eu e a outra.
Viemos Roubar os Vossos Maridos
Maria Giulia Pinheiro
Criação, Encenação, Dramaturgia e Textos : Maria Giulia Pinheiro (@mariagiuliapinheiro)
Textos e Interpretação : Tati Pasquali, Camila Sequeira e Eliene Lima (@tatipasquali, @acamicerqueira)
Realização em Vídeo e Direção de Projeto : Anna Zêpa (@annazepa)
Direção de Cena e Design de Iluminação : Lucas França (@francalure)
Direção de Movimento : Deborah Kramer (@deby_kramer)
Trilha Sonora : Ágatha Cigarra (@cigarra_soundsister)
Olhar Exterior : Patrícia Portela e Jorge Louraço (@peixinho_da_horta e @jorgelouraco)
Artes Gráficas : Pat Cividanes (@patcividanes)
Produção : Tati Pasqualli e Maria Giulia Pinheiro
Gestão Financeira : FALA (@fala.pt)
Apoio : Bibliotecas de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, Rua das Gaivotas 6, Fundação GDA
Residências : Biblioteca de Alcântara - José Dias Coelho
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Maria Giulia Pinheiro
Maria Giulia Pinheiro (São Paulo, 1990) é poeta. Enquanto poeta, também atua como dramaturga, encenadora, atriz e pesquisadora. É vencedora da 2.ª edição do Prémio Nova Dramaturgia de Autoria Feminina (Cepa Torta/DGArtes), com a obra “Isso não é Relevante”, e é autora de cinco livros de poesia e dramaturgia, publicados entre Brasil e Europa. Criou diversos espetáculos para teatro no Brasil, além de eventos de literatura e performance, como o ZONA lê Dramaturgia. Em 2019, criou “A Palavra Mais Bonita” (encenação, dramaturgia e performance) que circula desde então por países de língua portuguesa, tendo já realizado temporadas em Moçambique, Brasil, Portugal e Espanha (Galiza). Por esse projeto, mudou-se para Portugal. No país, criou SLAM no CAM (Fundação Gulbenkian), Todo Mundo Slam, Slam Camões (CM de Coimbra) e a Ginginha Poética, além de ter escrito a dramaturgia do espetáculo “Palimpsesto: o que se apaga para escrever de novo?”, com encenação de Lucas França e apoio da DGArtes e da Fundação GDA. Criou e coordena o Núcleo de Dramaturgia Feminista desde 2017, em que leciona sobre dramaturgia a partir da obra de artistas mulheres. Em 2020, estas aulas passaram a ser online, o que atraiu mais de 500 pessoas ao redor do mundo e resultou na publicação de duas antologias, além de três temporadas do podcast de ficção “Corte Perfeito Para”, ambos os projetos com textos escritos a partir de suas aulas.
Projectos
— Viemos Roubar os Vossos Maridos — (2025)