Esta peça é uma construção performativa de um lugar a que o meu corpo possa pertencer, através de uma estrutura dramatúrgica semelhante a uma casa. Uma casa cujo centro é o próprio ato de a construir – retrospetivamente e ativamente. Entre estes dois pólos surgem imagens, objetos e textos. Materiais que tentam circunscrever a esfera da influência – quem esteve aqui, como e o que deixou. Depois do confronto o corpo arquiva alguma coisa – uma transparência, um reflexo, uma cor. Recriam-se e destroem-se obras daqueles que já não estão enquanto processo catártico de reconhecimento da progressão do tempo. Uma peça-casa-lugar-corpo frágil que se aquece ao calor de uma envolvência material.