Em que se pensa quando se pensa no outro? Num outro corpo? De que matéria é constituída a sensação de um encontro?

Explorar o corpo como um sítio de potencial, processo e conexão leva-nos até ao precipício dos sentidos, ao desabamento das suas fronteiras. Quando nos tocamos não é só o tacto que é activado; todo o nosso campo sensorial recebe estímulos dos que nos rodeiam, sobre a forma como nos rodeiam. Mas qual é a matéria constituinte desse encontro?

Sounding Bodies é um exercício de escuta e contemplação sobre o som do corpo e a criação de intimidade entre corpos, uma performance que habita, simultaneamente, um espaço performático, uma paisagem sonora e uma instalação plástica.

Para este trabalho visitámos uma câmera anecóica e construímos uma paisagem sonora de sons criados a partir do corpo. Esta paisagem é simultaneamente matéria e veículo onde viajamos, performers e público, questionando o que estamos a ouvir versus o que é visível.