As autobiografias feitas por mulheres sempre foram, ao longo da história, vistas como incompletas, descontinuas, incoerentes, fragmentadas ou privadas. Vejo assim também o meu trabalho, pois sei que uma autobiografia coerente, continua e narrativa é uma impossibilidade. Será sempre incompleta, em continua transformação e regenerando-se. Convidei seis mulheres para participar nesta performance. Entrevistei-as e tentei encontrar semelhanças de pensamento, semelhanças no nosso trabalho, nas nossas pesquisas, nas nossas dúvidas, nos nossos ideais. Com elas, sugeri criar uma nova identidade.

Um ritual, uma possessão, esta performance oficializa a minha passagem de uma consciência intuitiva para uma consciência assinada.

MB#6 constantemente a tornar-me mulher, com o maior dos prazeres.