Uma performance essencialmente triste, naturalmente ruim. Tita maravilha ou “a pior das performers”. Baseada em subjetividades pessoais num processo de auto-ficção e na meta linguagem artística contemporânea de humor pelas cicatrizes. As boas performers merecem a morte.
Exercício para Performers Medíocres
Tita Maravilha
© Alípio Padilha
Concepção, direção e performance: Tita Maravilha
Part. especial: Jaja Rolim
Apoio: Cão Solteiro . residências120
Tita Maravilha
É atriz, cantora, performer e palhaça. Através da ideia de corpo político, traz em seus processos artísticos as dores e delícias de ser um corpo dissidente. Graduada pela Universidade De Brasília em 2018. Brasileira, residente em Portugal desde 2018, onde desenvolve, juntamente com a artista CIGARRA, o projeto de música eletrônica e performance “TRYPAS-CORASSÃO”, que agora, em fase de internacionalização, já passou por São Paulo, Brasília, Paris, Estocolmo, Berlim e Lärz. Assina a criação de quatro trabalhos: ★ Trypas-Corassão: Espetáculo em Dois Atos (2020), Tita no País das Maravilhas (2021), Exercício para performers medíocres (2021) e Exercício para um Teatro pobre ou carta a Grotowski (2022). Realizadora e curadora do Precárias: Festival de performance, que decorreu em 2022 em Lisboa e que teve a sua segunda e mais robusta edição em 2024. Venceu a 5a edição da Bolsa Amélia Rey Colaço, promovida pelo Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa), Centro Cultural Vila Flôr, O Espaço do Tempo e Teatro Viriato, com o projeto “Es Tr3s Irms”, baseado no texto de Anton Tchekhov. É uma artista urgente para a cena artística contemporânea lisboeta.
Projectos
— Exercício para Performers Medíocres — (2021)
— #Precárias II: Festival de Performance — (2024)
— Precárias III — (2025)
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Jaja Rolim
From Paraíba, (Brasil+’090 sonho em ruínas) Travesti não binária, traduz sua prática antropofágica de dança por meio da cinema, vídeo e instalações coreográficas.
Concebe a performance como uma forma de escultura animada que lhe permite se tornar um objeto e um sujeito ao mesmo tempo. Infundida com a criação e ressignificação simbólicas encontradas no imaginário coletivo, compõe em torno das ideias do corpo margem.