No dia 12 de março, entre as 19h e as 20h30, recebemos na Rua das Gaivotas 6 a artista Tânia Dinis para uma oficina que surge da sua prática, focada nas capacidades recombinatórias da imagem. Este encontro de partilha, que parte da prática e de trabalhos da artista, propõe uma abordagem prática e experimental à construção de narrativas a partir de imagens de arquivo, da memória íntima e de materiais do quotidiano. Através de processos de apropriação, manipulação e composição em tempo real, exploram-se relações entre a imagem, som e dispositivo, recorrendo a práticas de cinema expandido e instalação, explorando a imagem como espaço de ficção, de efemeridade e de encontro, ativando o arquivo como experiência viva e partilhada.
Aularilolé #10 — Narrativas visuais com Tânia Dinis
Tânia Dinis
© Pedro Jafuno
Tânia Dinis
Tânia Dinis (Vila Nova de Famalicão, 1983) é realizadora e artista. O trabalho desenvolve-se entre o cinema experimental e documental, cruzando imagem de arquivo, memória familiar, práticas performativas e estética relacional, com especial atenção a histórias protagonizadas por mulheres e a contextos de trabalho invisibilizados. Frequenta o doutoramento em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), onde concluiu o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas (2015). É licenciada em Estudos Teatrais pela ESMAE (2006) e frequentou a oficina de montagem e apropriação de material de arquivo na Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV, Cuba), com especialização em Creación Cinematográfica desde la Memoria Familiar (2020). Os filmes tem sido reconhecidos em contexto nacional e internacional. Destacam-se o filme Tão pequeninas, tinham o ar de serem já crescidas (Melhor Curta Portuguesa no IndieLisboa e Melhor Documentário Português no MDOC, 2024; Melhor Documentário no Rome Independent Cinema Festival e Prémio Porto Femme International Film, 2025; Prémio do Público na Mostra Internacional de Cinema Etnográfico do Museo do Pobo Galego), Laura (Melhor Filme no Arquivo em Cartaz – Brasil, 2017) e Não são favas, são feijocas (2013), distinguido com mais de dez prémios em festivais como Curta 8, Cortéx, Mulheres do Mediterrâneo e Dresdner Schmalfilmtage. Paralelamente ao cinema, desenvolve projetos de criação artística e investigação como Operariada, Corpografia, Álbuns de Guerra, Linha de Tempo e Morada Aberta, em coprodução com instituições como a DGARTES, CIAJG, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Oficina, Teatro Experimental do Porto e Solar – Galeria de Arte Cinemática de Vila do Conde. Participou em exposições e projetos de arte comunitária, destacando-se Imagens Intangíveis (Carpintarias de São Lázaro, Lisboa) e um projeto desenvolvido em Cabeção (Mora), a partir do arquivo dos anos 1970 do Centro Cultural local, centrado na vivência das mulheres no espaço social e cultural. É docente universitária nas áreas do cinema e do teatro (Universidade do Minho e ESAP), tem integrado júris de festivais como Porto/Post/Doc, MICE e Curtas Vila do Conde, e o seu trabalho integra a Coleção de Arte Contemporânea do Município do Porto.
Projectos
— Aularilolé #10 — Narrativas visuais com Tânia Dinis — (2026)