Sobre o questionamento dos corpos (ditos invisíveis) que saem de casa ao nascer do sol e só regressam ao anoitecer. Corpos que não se podem dar ao luxo de fraquejar, nem por um segundo. Corpos estranhos, corpos em transito (encontram-se todo o tipo de corpos, cada um com a sua biografia, mas todos com a mesma história). Corpos invisíveis, que carregam uma história que ninguém quer contar ou revelar. Corpos que na maior parte do seu tempo habitam espaços não habitáveis.
Atos Isolados
Joãozinho da Costa
Intérpretes: Mavá José e Joãozinho da Costa
Dramaturgia: Joãozinho da Costa
Apoio à criação: Marlene Monteiro Freitas e Tiago Vieira.
Luz: João Chicó
Assistência de Operação: Ana Luísa Novais
Composição Musical: Tristany
Produção: Gonçalo Rocha e Rolaisa Embaló
Co-Produção: ARTEPÓLON ASSOCIAÇÃO, Câmara Municipal da Moita, Rua das Gaivotas 6/ Teatro Praga;
Apoio: Direção Geral Das Artes, Câmara Municipal da Moita, Centro de Experimentação Artística (CEA), Rua das Gaivotas 6, Citemor
Fotografia: Susana Paiva e Alípio Padilha
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Joãozinho da Costa
Joãozinho da Costa é ator, performer e encenador (Cacheu, Guiné-Bissau, 1991). Veio para Portugal aos 11 anos, com o pai e quatro irmãos. Ingressou no curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura de Lisboa e é formado em Artes Visuais e Turismo. Concluiu a Formação de atores da Guilherme Cossoul (2019), no contexto da qual atuou em Amor de Dom Perlimplim com Belisa em Seu Jardim, encenado por Vicente Morais. Em 2020, escreveu e dirigiu a sua primeira peça, intitulada Duas Peças de Xadrez, baseada numa história verídica. Recentemente, atuou como performer em Fidjo di Tchon(2022), também da sua autoria. Em 2021, atuou como performer em Water in a Heatwave de Miles Greenberg, integrada na BoCA – Bienal de Artes Contemporâneas. Faz parte do elenco de Anda, Diana, de Diana Niepce, de Interior, de Tiago Vieira, de Romeu e Julieta, de John Romão, de MAL – Embriaguez Divina, de Marlene Monteiro Freitas, e de Histórias em Viagem, de António Vieira e Julieta Rodrigues. Foi protagonista de A Rapariga Mandjako, de Rui Catalão, inspirada em episódios da sua vida, e participou nas peças do mesmo coreógrafo E Agora Nós, Assembleia, Jornalismo, Hipnotismo, Amadorismo e Último Slow. Foi assistente de encenação e figurinista de Ao Abrigo da Distância, também da autoria de Rui catalão. Trabalhou com o ator, realizador e intérprete Welket Bungué na sua criação Não, Somos Daqui. Por fim, em cinema, interpretou a personagem “ISSA” na curta-metragem Nha Sunhu, de José Magro (2020).
Projectos
— Duas Peças de Xadrez — (2020)
— Atos Isolados — (2024)