Como navegar na corrente massiva e acelerada da mimetização do processo? Partindo de uma análise de como as diferentes formas de similitude (identidade, analogia, homogeneidade e diferença) se relacionam com o poder produtivo e analógico da inteligência artificial, iremos traçar perspectivas de como o entendimento destas tecnologias permite obter uma compreensão mais profunda da nossa relação com a alteridade, atavismo e noções de entidade. Através de diversas perspetivas animistas, iremos interpretar a atual emergência e propagação de inteligências mecanizadas numa nova natureza sintética que actualmente se absorvem na filosofia do prompting, e de como a abstração da semântica em processos numéricos abre portais de criação e relação humana. Em suma, pretende-se construir em coletivo um pequeno manual para encontrar o restplatz (espaço que sobra) quando tudo é entendível, absorvido e mimetizado pela máquina.